"Então vocês clamarão a Mim, virão ORAR A MIM, e EU OS OUVIREI. Vocês Me procurarão e Me acharão quando Me procurarem de todo o coração". Jeremias 29:12, 13.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Conheça Berseba, local em que Abraão firmou um tratado de paz com o rei Abimeleque

Berseba, ruínas de
Abraão morou em diversos lugares, orientado por Deus, em sua vasta experiência de vida. Um desses lugares foi Berseba (do hebraico Beer Sheva), naturalmente um local para o qual vários viajantes e migrantes convergiam pela oferta de água em seus famosos poços. Parada obrigatória para quem estivesse em trânsito.

Logo que saiu da Mesopotâmia, Abraão chegou a Berseba, por volta do século 20 antes de Cristo. Fixou-se ali e cavou poços para a subsistência de seu povo e suas criações. Mas antes, um curioso fato: ao chegar, dizia a todos que Sara, sua esposa, era sua irmã. Como a mulher era muito bonita, segundo consta no relato bíblico (leia Gênesis 20), o patriarca temia que o povo local não temesse a Deus e o matasse para possuir sua esposa. Como Abimeleque, o soberano local, achava que Sara era irmã de Abraão, mandou chamar a mulher para seus aposentos. À noite, não tendo ainda possuído Sara, o rei foi advertido por Deus em sonho que não fizesse nada a ela. O monarca tirou satisfações com Abraão, que revelou seu medo, e tudo foi esclarecido, já que ambos se descobriram tementes ao mesmo Deus.

Também foi ali que Abraão fez seu famoso pacto de paz com o rei Abimeleque, sendo este um dos motivos que, especulam os historiadores, deram origem ao nome do lugar, significando "poço da promessa", conforme a história contada em Gênesis 21. Sheva, em hebraico, também significa sete. Outra interpretação para o nome do local é que lá, Isaque, filho de Abraão, teria cavado sete poços bastante conhecidos na época.

Isaque e Jacó deram continuidade à família de Abraão em Berseba, prósperos nas atividades ligadas à pecuária e à agricultura. Centro nervoso da área do Neguebe, a cidade tornou-se mais relevante na época do reinado de Davi, cerca de mil anos antes de Cristo. Ainda hoje é possível ver as ruínas daquela época, no sítio arqueológico de Tel Berseba (ou Tel BeerSheva).

Na época do domínio romano-bizantino, até o século 7 d.C. (depois de Cristo), Berseba era estrategicamente importante na defesa contra ataques dos povos nômades do vasto deserto. A cidade sofreu várias destruições até o fim do século 19 de nossa era, mas foi objeto de um grande trabalho de recuperação, operado pelos turcos por volta do ano 1900. A intenção era reconstruir a cidade para atrair os beduínos, ocupando o espaço urbano.

Foi a primeira cidade de Israel ocupada pelos britânicos, na Primeira Guerra Mundial, em 1917. Sob jugo do Reino Unido, chegou a ter cerca de 7 mil habitantes. No início dos anos 40 do século passado, muitos bairros já existiam ao norte e ao sul da Berseba antiga, além do assentamento judeu nas proximidades.

Conforme a partilha da terra de Israel feita pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1947, Berseba seria território árabe. Naquela época, David Ben Gurion, então primeiro-ministro de Israel, iniciou a operação militar Yoav, com o objetivo de recuperar a cidade do exército egípcio. Com o sucesso na batalha, os colonos judeus voltaram à área, seguidos por novos imigrantes.

Cultura, esporte e tecnologia

No sul de Israel, Berseba é a capital do deserto do Neguebe. Se o leitor imaginou apenas beduínos, camelos e areia até onde a vista alcança, se enganou. Centros tecnológicos de ponta, bases militares, desenvolvimento urbano, DJ´s famosos internacionalmente, museus e uma renomada universidade são alguns dos destaques locais.

Hoje, é um importante centro urbano, administrativo e financeiro de Israel, com boa estrutura de comércio e serviços, além de uma clara vocação para a tecnologia. Continua sendo muito importante militarmente. A 107 quilômetros de Tel Aviv, é a quarta maior cidade israelense. É pra lá que vai a população do sul de Israel quando procuram o melhor nas áreas da saúde, educação e cultura, além de ainda reunir beduínos que ajudam a formar a diversidade local de culturas. Muitos judeus oriundos da antiga União Soviética fizeram de Berseba seu lar, levando para lá, inclusive, a tradição do jogo de xadrez, com alguns dos melhores jogadores do mundo.

Segundo dados publicados em junho de 2010, pelo Escritório Central de Estatísticas de Israel, a cidade possui 194.800 habitantes, número elevado para uma cidade dentro de um país com as proporções geográficas de Israel. Sua população é composta majoritariamente por judeus (98,9%) e minorias de árabes e beduínos.

Batalhas

Berseba é a única cidade israelense fundada pelos otomanos (na época do Império Turco-Otomano), no início do século 20. As ruínas de estruturas deste período e da época do Mandato Britânico podem ser vistas na Cidade Velha, ao sul. Ainda hoje é possível visitar o cemitério britânico, onde jazem soldados da Primeira Guerra Mundial. Nessa época, os otomanos construíram a Estação Ferroviária Turca, hoje desativada, funcionando apenas como ponto turístico.

Sitio Arqueológico Tel Berseba

Apenas 5 quilômetros distante do centro urbano, é provável que lá seja a região bíblica Beer Sheva. Devido suas fascinantes construções, como as ruínas de uma cidade cercada por muralhas que datam do século 9 a.C. (antes de Cristo), um trono real e um elaborado sistema aqueduto, Tel Berseba foi tombada como Patrimônio Mundial da Humanidade em 2005 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Mercado Beduíno

Um dos passeios mais exóticos do país, o shuk (palavra em hebraico para "mercado") funciona às quintas-feira e desde 1905 é o centro comercial do povo nômade do deserto. Nos dias de hoje foram adaptadas ao local lojas modernas, nas quais é possível comprar roupas, sapatos e artigos para decoração. Contudo, ainda prevalecem as típicas tendas beduínas, em que são comercializados produtos feitos de cobre (abundante na região), joias, pedras preciosas, tapetes, almofadas, itens decorativos e camelos - afinal, o animal é o mais tradicional meio de transporte do deserto.

Universidade Ben Gurion do Neguebe

Fundada em 1969, recebeu o nome de seu maior idealizador, o primeiro homem a exercer o cargo de primeiro-ministro de Israel, Ben Gurion, por este acreditar no grande potencial econômico do sul. O Instituto de Pesquisas do Deserto Jacob Blaustein e o Instituto Nacional de Biotecnologia do Neguebe são faculdades dentro da Universidade Ben Gurion, que possibilitam aos estudantes, entre outras especialidades, profissionalização em estudos relacionados ao deserto.

Esportes

Berseba também se destaca no esporte. Possui sua própria equipe de futebol, o Hapoel Beer Sheva, time no qual o brasileiro Willian Ribeiro Soares, mineiro de Araporã, é titular. No entanto, são o xadrez e o tênis de mesa os esportes que mais orgulham a cidade. Devido à intensa imigração soviética à região, essas duas modalidades tornaram-se destaques da cidade, representando Israel em torneios internacionais.

É uma cidade cuja história se revela em seus diversos sítios arqueológicos, que abrigam construções que remontam a milhares de anos. Conhecer a cidade é dar o primeiro passo para uma viagem inesquecível ao deserto de Israel - afinal, não é à toa que Berseba é conhecida como "Portal do Neguebe".

Reprodução de um altar de sacrifícios encontrado em 1973 nas escavações de Berseba no Negev
Principais atrações da Cidade

O Parque Nacional - Uma cidade antiga que sobreviveu durante os séculos.
Este é o local bíblico da Berseba, do período da monarquia judaica, próximo do Séc. X a.C.

A escavação, dirigida pelo Prof. Yochanan Aharoni, descobriu um sistema de fortificação, um portão, guarda-quartos, um pátio externo e uma parede protetora na circunvizinha. Um poço fundo de aproximadamente 70 m de profundidade foi encontrado, provavelmente parte integrante do sistema de água de cidade.

Próximo à praça da cidade foram encontradas três estruturas de armazenamento e um altar pontudo, sem precedentes em descobertas anteriores. Uma réplica do santuário é exibida na entrada do lugar.

Essa é a única descoberta recente de uma plano de tratamento de águas, incluindo reservatórios limpos, para acondicionar águas de enchentes.


A Ponte Turca
Era usada pelos turcos para cruzar Berseba no inverno, quando as águas das montanhas da Judéia corriam pelo leito do rio.

A ponte é extremamente estreita e suporta ums ferrovia que leva ao sudoeste, na direção de Egito. Seu comprimento é aproximadamente 190 metros e localiza-se ao lado do Mercado Beduíno.


"Ha Jama" ("A Mesquita")

À entrada da antiga cidade, um pouco da arquitetura original.

Este impressionante edifício destaca-se na paisagem abandonada dos dias antigos, como foi desejado pelos construtores do lugar.

Hoje o edifício está fechado ao público por causa da deterioração, que representa um perigo para pessoas; mas seus impressionantes detalhes arquitetônicos podem ser vistos.

Um museu de architeture está sendo erguido no local (Museu de HaNegev).


Monumento à Brigada Ha Negev Palmah - Um tributo ao heroísmo na Guerra de Independência

O memorial foi construído para homenagear os soldados do Negev - A Brigada de Palmah - e os residentes de colônias isoladas que defenderam o Negev durante a Guerra de Independência.

Os lutadores da Brigada, defenderam valentemente as colônias, os sistemas de água e as estradas. As várias partes do monumento simbolizam e descrevem o papel que a Brigada representou na batalha, para o Negev.

O monumento foi projetado pelo artista Dani Karavan e foi construído na Planície de Berseba, em um local de onde pode-se contemplar a Cidade e o Vale de Beer Sheva.


Parque de oásis

Foi inaugurado em 1997, localizado à entrada da cidade, na estrada que une Kiryat Gat e Berseba, à junção de HaNesiim

O parque também contém um monumento ambiental.


Parque Ramot

É um dos maiores parques da cidade, localizado no novo bairro de Ramot.

O parque foi construído respeitando a modulação geográfica e física da região.


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